Não me deixes!
Debruçada nas águas dum regato
A flor dizia em vão
À corrente, onde bela se mirava:
"Ai, não me deixes, não!"
Comigo fica ou leva-me contigo
"Dos mares à amplidão;
"Límpido ou turvo, te amarei constante;
"Mas não me deixes, não!"
E a corrente passava; novas águas
Após as outras vão;
E a flor sempre a dizer curva na fonte:
"Ai, não me deixes, não!"
E das águas que fogem incessantes
À eterna sucessão
Dizia sempre a flor, e sempre embalde:
"Ai, não me deixes, não!"
Por fim desfalecida e a cor murchada,
Quase a lamber o chão,
Buscava inda a corrente por dizer-lhe
Que a não deixasse, não.
A corrente impiedosa a flor enleia,
Leva-a do seu torrão;
A afundar-se dizia a pobrezinha:
"Não me deixaste, não!"
Gonçalves Dias
Juliana
sábado, 12 de abril de 2008
Aline - Los Hermanos
Oh minha menina, és de tudo que mais belo existe!
Ver tua beleza é esquecer tudo que há de triste!
Tua presença, Aline, é tão sublime quanto o mar e o ar...
Estar sempre ao teu lado é ser amado
E ter pra sempre o teu olhar que faz meu bem querer,
Sustenta meu amor,
Que faz com que a cada dia eu te ame mais.
Sei que a tua boca já beijou a outra que não a minha,
Sei que já amou a outros.
Mesmo assim, Aline, teu carinho me tomou o peito.
Então dedico a ti esta canção,
Tentando em notas dizer
Que eu te amo tanto,
Tentando gritar ao mundo.
Aline, sem você confesso: eu não vivo!
Sem você minha vida é um castigo!
Sem você prefiro a solidão a 7 palmos do chão.
~> Na música vemos expresso o amor doentio, característico da 2ª geração romântica. O poeta exalta a mulher e prefere morrer do que ficar sem ela.
Por Débora Fernandes xD~
Oh minha menina, és de tudo que mais belo existe!
Ver tua beleza é esquecer tudo que há de triste!
Tua presença, Aline, é tão sublime quanto o mar e o ar...
Estar sempre ao teu lado é ser amado
E ter pra sempre o teu olhar que faz meu bem querer,
Sustenta meu amor,
Que faz com que a cada dia eu te ame mais.
Sei que a tua boca já beijou a outra que não a minha,
Sei que já amou a outros.
Mesmo assim, Aline, teu carinho me tomou o peito.
Então dedico a ti esta canção,
Tentando em notas dizer
Que eu te amo tanto,
Tentando gritar ao mundo.
Aline, sem você confesso: eu não vivo!
Sem você minha vida é um castigo!
Sem você prefiro a solidão a 7 palmos do chão.
~> Na música vemos expresso o amor doentio, característico da 2ª geração romântica. O poeta exalta a mulher e prefere morrer do que ficar sem ela.
Por Débora Fernandes xD~
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Inocência
Inocência
Eu quero te amar
Eu quero provar
Quero não ter medo
Desses mil sentimentos
Que me vem quando eu te vejo
Eu quero ser capaz
Experimentar você aqui
Saber entender você
Te acalmar
Te amar
Sentir segurança
Quando estivermos longe...
Não, não estaremos nunca longe!
Estará na minha lembrança
Me promete que não muda nunca?
Que sempre estará por perto
Pra me falar coisas tolas
Pra me fazer rir
Com qualquer história
E me sentir boba
Saber também falar sério
Desse jeito que só você sabe
E que me deixa quieta e atenta
Nessa minha eterna agitação
E me faz ponderar
Promete também
Que seus olhos terão sempre mil cores?
E que suas cores vão entender as minhas?
Ah! Esquece. é bobeira.
Não precisa prometer,eu sei que vão!
Quando nos vermos de longe
Vai se aproximar sempre sorrindo assim?
E dizendo que essa felicidade toda é só por mim!
Me enlaçando nos braços
Vamos estar pra sempre abraçados
Mas olha,
Eu sei que o trânsito é ruim
Que você insiste em vir de cavalo branco!
E que se encontra no caminho como me encontro aqui
Mas não demora muito pra chegar? É claro que você existe!
Fernanda Papandrea
Então,minha poesia ;)
acho que tem um pouco haver com a idealização feita no romantismo!
beeijos
ps: Quem comentar ganha um brigadeiro da Luana!!!
Eu quero te amar
Eu quero provar
Quero não ter medo
Desses mil sentimentos
Que me vem quando eu te vejo
Eu quero ser capaz
Experimentar você aqui
Saber entender você
Te acalmar
Te amar
Sentir segurança
Quando estivermos longe...
Não, não estaremos nunca longe!
Estará na minha lembrança
Me promete que não muda nunca?
Que sempre estará por perto
Pra me falar coisas tolas
Pra me fazer rir
Com qualquer história
E me sentir boba
Saber também falar sério
Desse jeito que só você sabe
E que me deixa quieta e atenta
Nessa minha eterna agitação
E me faz ponderar
Promete também
Que seus olhos terão sempre mil cores?
E que suas cores vão entender as minhas?
Ah! Esquece. é bobeira.
Não precisa prometer,eu sei que vão!
Quando nos vermos de longe
Vai se aproximar sempre sorrindo assim?
E dizendo que essa felicidade toda é só por mim!
Me enlaçando nos braços
Vamos estar pra sempre abraçados
Mas olha,
Eu sei que o trânsito é ruim
Que você insiste em vir de cavalo branco!
E que se encontra no caminho como me encontro aqui
Mas não demora muito pra chegar? É claro que você existe!
Fernanda Papandrea
Então,minha poesia ;)
acho que tem um pouco haver com a idealização feita no romantismo!
beeijos
ps: Quem comentar ganha um brigadeiro da Luana!!!
(Bob Marley)
Sozinho, meu pensamento focaliza alguém...
Deixo-o livre... e de repente meu coração aperta.
Mas não estou triste, pelo contrário...
Até deixo escapar um sorriso.
Comer não me parece tão importante agora...
Me sinto alimentado por outra coisa.
Acordo sempre com os mesmos pensamentos...
E os mesmos, me impulsional a ter um grande dia.
Quando eu te vejo sinto coisas estranhas, mas boas.
Quando falo com você minha cabeça pensa direito...
Mas minhas palavras saem embaralhadas.
Por que minhas mãos estão suando?
Sozinho meu pensamento focaliza alguém...
E esse alguém é você!
É... estou amando!
[Jéssica]
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Sou Você (Caetano Veloso)
Cidade Negra
Mar sob o céu, cidade na luz
Mundo meu, canção que eu compus
Mudou tudo agora é você
A minha voz que era da amplidão
Do universo, da multidão
Hoje canta só por você
Minha mulher, meu amor, meu lugar
Antes de você chegar
Era tudo saudade
Meu canto mudo no ar
Faz do seu nome hoje o céu da cidade
Lua no mar, estrelas no chão
A seus pés, entre as suas mãos
Tudo quer alcançar você
Levanta o sol do meu coração
Já não vivo nem morro em vão
Sou mais eu porque sou você
:) Por Clarissa (:
Nossos eus

Esses eus de que somos feitos, sobrepostos como pratos empilhados nas mãos de um empregado de mesa, têm outros vínculos, outras simpatias, pequenas constituições e direitos próprios - chamem-lhes o que quiserem (e muitas destas coisas nem sequer têm nome) - de modo que um deles só comparece se chover, outro só numa sala de cortinados verdes, outro se Mrs. Jones não estiver presente, outro ainda se se lhe prometer um copo de vinho - e assim por diante; pois cada indivíduo poderá multiplicar, a partir da sua experiência pessoal, os diversos compromissos que os seus diversos eus estabelecerem consigo - e alguns são demasiado absurdos e ridículos para figurarem numa obra impressa.
Virginia Woolf
Virginia Woolf
[Roberta Monteiro]
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Aula dia 07/04/2008
Na aula do dia 07 de abril, o professor citou que, antes do Romantismo, os artistas eram "amparados" por pessoas de boas posses, ou instituições (como a Igreja Católica), para que pudessem produzir suas obras.
Tal fato era retribuído com a exibição, nas obras, de fatores que interessassem ao mecenas, tais como, pinturas de telas religiosas ou até mesmo em Igrejas, quadros com a face dos "patrões"...
Essa submissão, devida aos mecenas pelos artistas, é exemplificada no livro "Moça com Brinco de Pérola" lido pela turma ano passado. O pintor Vermmer pinta o famoso quadro que intitula o livro devido a um pedido de seu mecenas.
Já no Romantismo, a arte torna-se profissão e os escritores, por exemplo, passam a vender seus livros aos jornais, sob a forma de folhetins. O Romance de Folhetim é considerado o precursor do gênero novelístico pois, nos jornais, era publicado semanalmente. Portanto, a fim de manter os leitores presos à história, o capítulo sempre terminava em um ponto culminante.
Ler os romances era um fato familiar, motivo de reuniões, em que lia-se o folhetim em voz alta a fim de que as mulheres e os não-letrados pudessem apreciá-los. Este era, então, um costume da elite da época.
A ordem, portanto, em que eram dispostos os acontecimentos era bem característica. O clássico brasileiro "A Moreninha" de Joaquim Manel de Macedo, prosa romântica da 1ª Geração, é um exemplo marcante das características citadas: além do fim instigante (citado em sala pelo professor) o romance apresenta capítulos com títulos sugestivos e com introduções que situam o leitor em pontos expressos nos capítulos anteriores. A leitura do livro realça esses aspectos, não comuns na literatura atual, publicada (normalmente) sob a forma de livros impressos completos, ou em séries conexas.
Aline Detoni
Tal fato era retribuído com a exibição, nas obras, de fatores que interessassem ao mecenas, tais como, pinturas de telas religiosas ou até mesmo em Igrejas, quadros com a face dos "patrões"...
Essa submissão, devida aos mecenas pelos artistas, é exemplificada no livro "Moça com Brinco de Pérola" lido pela turma ano passado. O pintor Vermmer pinta o famoso quadro que intitula o livro devido a um pedido de seu mecenas.
Já no Romantismo, a arte torna-se profissão e os escritores, por exemplo, passam a vender seus livros aos jornais, sob a forma de folhetins. O Romance de Folhetim é considerado o precursor do gênero novelístico pois, nos jornais, era publicado semanalmente. Portanto, a fim de manter os leitores presos à história, o capítulo sempre terminava em um ponto culminante.
Ler os romances era um fato familiar, motivo de reuniões, em que lia-se o folhetim em voz alta a fim de que as mulheres e os não-letrados pudessem apreciá-los. Este era, então, um costume da elite da época.
A ordem, portanto, em que eram dispostos os acontecimentos era bem característica. O clássico brasileiro "A Moreninha" de Joaquim Manel de Macedo, prosa romântica da 1ª Geração, é um exemplo marcante das características citadas: além do fim instigante (citado em sala pelo professor) o romance apresenta capítulos com títulos sugestivos e com introduções que situam o leitor em pontos expressos nos capítulos anteriores. A leitura do livro realça esses aspectos, não comuns na literatura atual, publicada (normalmente) sob a forma de livros impressos completos, ou em séries conexas.
Aline Detoni
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